ATUALIDADES QUE FORAM

Morreu George A. Romero no dia 16 de julho, agora. O mestre do terror Stephen King lamentou no twitter: “Triste ouvir que meu colaborador – e bom amigo – George Romero morreu. George, nunca haverá outro como você.” Assim, relembramos alguns filmes do cineasta, como publicado no Infocult n. IV.

A Noite dos Mortos-Vivos (Night of the Living Dead, 1968) – Sem nenhuma explicação, os mortos saem das sepulturas e passam a devorar os vivos. Um grupo de pessoas se abriga na casa de uma fazenda isolada e tenta resistir ao ataque. Filmado em preto-e-branco, custou pouco mais de 100 mil dólares e é a referência máxima para todos os filmes de zumbis.

Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 1978) – Os mortos caminham pela Terra e causam pânico nas grandes cidades. Quatro pessoas conseguem fugir num helicóptero e param no telhado de um shopping. Os zumbis estão por todos os lados. Sobem as escadas rolantes e vagam pelos corredores do local enquanto os vivos tentam sobreviver e se deslumbram com tudo o que podem pegar sem ter de pagar.
Em 2004, Zack Snyder (“300”, “Watchmen: O Filme”, e outros) fez um remake desse filme.

Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985) – A Terra está tomada pelos mortos-vivos e um dos poucos redutos seguros é um bunker militar em que vários cientistas fazem experiências com zumbis e tentam encontrar uma “cura” para a epidemia. Mais uma vez, os vivos subestimam os mortos e se dão mal.

Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005) – Os mortos-vivos encurralaram o que restou dos vivos em alguns poucos locais seguros. Os vivos miseráveis vagam pelas ruas e alguns deles se arriscam para se abastecer com suprimentos de Fiddler´s Green, a torre luxuosa em que vivem os ricos. Esse status quo, porém, não dura muito tempo. Big Daddy, o líder dos zumbis, resolve atacar e os outros comedores de carne o acompanham. E esse ainda conta com Dennis Hopper (1936-2010). O que já vale o filme!

Bom filme!

MÚSICA DA SEMANA (I)

Soube esses dias que o Richard Strauss não é parente do Johann Strauss II.

Richard Strauss (1864-1949) nasceu em Munique, na Alemanha. Filho do primeiro trompista da orquestra da Ópera da Corte de Munique, tem entre os poemas sinfônicos suas obras mais famosas, como “Assim Falou Zaratustra” e “Don Juan”. Também se destacam óperas como “Salomé” (baseada na peça de mesmo nome escrita em francês por Oscar Wilde no inverno de 1891/1892) e “O Cavaleiro da Rosa”. Ele é um dos elos entre o romantismo e o século 20.

Johann Strauss II (1825-1899) nasceu em Viena, na Áustria. Pertence à família de músicos que popularizaram a valsa em seu país. É filho de Johann Strauss (1804-1849) e irmão dos também músicos Josef (1827-1870) e Eduard (1835-1916). Entre as obras mais famosas do compositor estão “No Belo Danúbio Azul”, “Valsa do Imperador” e a opereta “O Morcego”.

Mas eles não imaginavam que anos mais tarde um diretor de cinema os colocariam juntos num filme arrebatador.

Tudo começou em 23 de abril de 1964, em Nova York, quando Arthur Clarke conheceu Stanley Kubrick. Esse convidou o escritor de ficção científica para colaborar em seu próximo filme. Os dois começaram a trabalhar no roteiro do filme 2001: uma odisseia no espaço, lançado em 1968. Clarke e o diretor dividiram a autoria do roteiro do filme.

Nesse filme, Kubrick usa Assim Falou Zaratustra (Richard Strauss) no trecho em que um primata destrói o esqueleto

No Belo Danúbio Azul (Johann Strauss II) embala cena das naves

Que filme!

MÚSICA DA SEMANA (II)

Esta é para machucar os corações. Um standard absoluto da música americana com Chet Baker cantando I Get Along Without You Very Well:

Essa merece a transcrição da letra:

Eu me dou muito bem sem você

Eu passo muito bem sem você
Claro que sim
Exceto quando a chuva cai de leve
E pinga das folhas, aí eu me lembro
A emoção de estar abrigado em seus braços
Claro que sim
Mas eu passo muito bem sem você

Eu esqueci de você exatamente como deveria esquecer
Claro que esqueci
Exceto ao ouvir seu nome ou a risada de alguém
Que é a mesma coisa
Mas eu esqueci de você exatamente como deveria esquecer

Que garoto, que tolo que eu sou
De pensar que meu coração partido poderia enganar a lua
O que me aguarda? Devo ligar mais uma vez?
Não, é melhor eu ficar na minha

Eu passo muito bem sem você
Claro que sim
Exceto talvez na primavera, mas eu deveria
Nunca pensar na primavera
Pois isso certamente me partiria o coração em dois

Bom som!

CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO (COMING SOON)

Na próxima edição do Infocult serão tratados os seguintes temas: a) visitaremos a exposição fotográfica “20 anos de Presídio Central” no mezanino do Palácio da Justiça (Praça da Matriz, s/n), em Porto Alegre, composta por cerca de 90 fotos que revelam pessoas, grades e muros, traçando um panorama de 20 anos de história do Presídio Central e b) exibiremos a cena que foi censurada do filme do diretor Luc Besson “O Profissional” de 1994, com Jean Reno e Natalie Portman, que tinha 13 anos na época:

Aqui o teste da atriz para o papel:

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CITANDO E RECITANDO

Quando não houver mais espaço no inferno, os mortos caminharão sobre a Terra.
(George A. Romero, 1940-2017, citado no TCC da nossa Jaque da AJUFERGS)

 A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta.
(Fernando Pessoa)

A mulher da Chimarrita
é uma santa mulher;
dá os ossos ao marido,
a carne a quem ela quer.
(“Caminho Santiago” de Carlos de Oliveira Gomes, mesmo autor do livro “A solidão segundo Solano López”).

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