A independência judicial visa garantir não só as prerrogativas do magistrado, mas as garantias de toda a sociedade, que precisa de um julgamento imparcial. A afirmação é do presidente da Associação de Juízes Federais do RS (Ajufergs), Gabriel Wedy. Ele abriu o painel sobre independência judicial do 6° Fórum Mundial de Juízes, no sábado.
Os profissionais da Justiça enfatizaram a importância de tomar decisões durante os processos, garantindo que os direitos dos juízes sejam respeitados. Gabriel Wedy salientou que a sociedade necessita de juízes que não sejam suscetíveis a pressões políticas, econômicas e do próprio Conselho Nacional de Justiça. "Precisamos de magistrados independentes para garantir o efetivo cumprimento da Constituição e que possam prestar uma melhor jurisdição, seja no aspecto da celeridade e da qualidade das decisões", disse.
Essa posição foi acompanhada pelo juiz do Rio Grande do Sul, Eugênio Fachini Neto; pela juíza no Mato Grosso, Amini Haddad Campos; pelo juiz na Argentina, Abel Fleming; e também pelo juiz federal, Gerson Godinho da Costa.
Para Fachini Neto, a independência judicial é um pressuposto da democracia. "Nunca ninguém criticou ou achou a independência desnecessária", disse.
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