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A AJUFERGS enviou nota ao Jornal Zero Hora, com esclarecimentos, tendo em vista notícia publicada em 14/08, página 12, com o título "Aumento a caminho", redigido pela jornalista Rosane de Oliveira.
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NOTA ENVIADA AO JORNAL ZERO HORA
Em 14/08
Prezada Jornalista Rosane de Oliveira:
Diante da nota publicada hoje em sua prestigiosa seção do jornal Zero Hora, a Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul – AJUFERGS entende conveniente que esse mesmo veículo seja mais bem informado sobre a realidade vivida pelos Juízes Federais.
Ao contrário do destacado pela publicação, o sentimento geral dos Juízes Federais não é de qualquer “euforia”, mas sim de angústia, motivada por quase quatro anos sem qualquer recomposição de seus subsídios, em condenável desrespeito ao que determina a Constituição da República (revisão anual).
Apesar de salientado que “será aprovado o aumento dos subsídios”, cabe notar-se que se trata de mera reposição da inflação, sem qualquer majoração real dos vencimentos.
Nesse mesmo período de quase quatro anos, é notório que todos os servidores da União tiveram seus salários reajustados, além dos aposentados e trabalhadores da iniciativa privada. A propósito, hoje mesmo foi noticiado no mesmo jornal que muitas categorias de empregados estão tendo aumentos acima da inflação.
Portanto, com a aprovação de projeto de lei que tramita há mais três anos na Câmara dos Deputados, os Juízes pretendem apenas seja corrigida a corrosão inflacionária por índice oficial, como já ocorre com todos os trabalhadores.
Com esses alertas, a AJUFERGS complementa as informações pertinentes ao tema suscitado pela ilustre jornalista.
Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul – AJUFERGS
Tiago Scherer, Vice Presidente Administrativo, no exercício da Presidência
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NOTA PUBLICADA NA ZH / COLUNA ROSANE DE OLIVEIRA
14/08, pg. 12
Aumento a caminho
Juízes, promotores e procuradores estão felizes da vida, já sentindo cheiro de aumento no ar. O tom das mensagens trocadas na intranet é de euforia.
É que em um almoço festivo na casa do presidente da Câmara, Michel Temer, representantes das associações de classe receberam garantias de que será aprovado o aumento dos subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal, hoje de R$ 24,5 mil.
Com o aumento dos ministros, sobe o teto salarial e abre-se a possibilidade de reajustes em cascata para diferentes categorias do funcionalismo público.
No Rio Grande do Sul, o reajuste do subsídio não será automático: a Assembleia terá de aprovar projeto de lei.
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